segunda-feira, 17 de setembro de 2012

...y siguen los platenses


"Você sabe a que dedica esse monumento em que você está sentada?"
Assim fui abordada por uma estudante no pátio da faculdade. O monumento que falava era o Espiral, em memória a 101 estudantes de Arquitetura de La Plata desaparecidos até a década de 90. Sexta feira passada foi o aniversário de sua inauguração, momento lembrado com vídeos, charlas e marchas.




A experiência platense que tive durante esse encontro foi um bom exemplo, entre muitos que percebi na América Latina.
A postura com que a faculdade de arquitetura de La Plata se coloca social e politicamente me toca a cada instante e a cada fato que vejo e revejo..
Hoje mesmo acontece a semana da memória, momento em que eles dedicam atos e marchas aos desaparecidos da ditadura argentina. Acho importante dizer o quanto os efeitos desse regime se desdobram até hoje, e põe a comunidade universitária em alerta todo o tempo.
Por toda a cidade e vejo também pelo país, cartazes e adesivos estampam a cara de Mariano Ferreyra, morto numa marcha agora mesmo, em 2010. A faculdade de arquitetura, centrada na atividade do grupo Agite mobiliza o curso e suas atividades em torno da luta e justiça, abraçando a causa do Encuentro de Arquitectos de la Comunidad, nesse tempo, interlocutando escola e movimentos sociais.

Um pouco mais em http://www.agitestudiantil.com.ar/
Fotos de Matias Valiente em Facebook


domingo, 16 de setembro de 2012

arquitetura e comunidade

"Minha mãe é arquiteta da comunidade a 20 anos. E eu tenho orgulho dela."
Assim me toquei do que estava presenciado naquele dia. Um encontro de arquitetura, com representantes da américa latina a fim de discutir as cidades que vivenciam e a arquitetura que produzem.
A luta, o combustível da conversa e debate.
O social, o motivo que levava a ações e a troca.
O comum, o enlace entre objetivos e motivações.

Esse encontro me proporcionou um olhar sobre a produção da cidade, a partir dos envoltos na esfera da arquitetura e urbanismo. Mais pra além de conceitos e premissas intrínsecas a um projeto ou outro, é ver o que nos reúne. O que nos leva a agir nessa esfera da sociedade? Quais contextos e costumes lidamos na América? Como nos colocar como os atores da produção da cidade? E com quais interagimos?

Não existe pós e contras à essa lógica. Tudo faz a cidade crescer num ponto ou em outro. A questão é para onde e com quem. E a cada romper desse tecido costurar e enlaçar as realidades dispostas..

Foto plano de fundo: Miguel Caamaño
2ª Encuentro Latinoamericano de arquitectos de la comunidade - BsAs y La Plata, 2012.
(https://www.facebook.com/arquitectos.comunidadbsas)